A Represa de Volta Grande
Localização
A bacia do rio Grande faz parte da bacia do rio Paraná, de que é o principal formador. Ocupa uma área de aproximadamente 143.000 km2, sendo que 86.500 km2 (60,7%) pertencem ao estado de Minas Gerais.
O rio Grande, durante certo trecho, separa parcialmente os estados de Minas Gerais e de São Paulo. É formado por pequenos afluentes que nascem na serra da Mantiqueira.
Correndo inicialmente entre a serra da Canastra, ao norte, e as serras de Itapexé e Franca, ao sul, flui na direção nordeste. Poucos quilômetros após a corredeira de Jaguará, muda seu curso geral para o oeste, e então junta-se pela margem direita ao rio Paranaíba, formando assim o rio Paraná.
No seu trecho exclusivamente mineiro, o rio Grande apresenta freqüentemente corredeiras e saltos. Depois, na divisa com São Paulo, passa a percorrer um planalto com trechos de margens alagadiças e com várias lagoas marginais. O mapa da região é apresentado a seguir.
Espécies Exóticas
Uma espécie exótica é aquela que originalmente não habitava um determinado corpo d'agua, mas que passou a habitá-lo devido à sua introdução no local pelo homem. Os transtornos advindos da presença de uma espécie exótica são os mais variados, desde a disseminação de novas doenças até o extermínio de espécies nativas, pela competição interespecífica. A introdução de espécies carnívoras leva a uma reduzida diversidade local, devido à alta voracidade que essas espécies apresentam em relação às espécies originárias.
Podem ser encontradas algumas espécies exóticas na Bacia do Rio Grande como, por exemplo, as listadas e ilustradas abaixo:
- carpa (Cyprinus carpio - China) ;
- curvina (Plagioscion squamosissimus - Nordeste do Brasil) ;
- gupe (Poecilia reticulata - Caribe) ;
- tilápia (Oreochromis spp. - África) ;
- tucunaré (Cichla sp - Norte do Brasil);
***Tucunarés azuis, corvinas, traíras, piaus, tambaquis e tilápias***
